quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Pra começar

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Estou ansiosa pra começar então, vou começar! Mesmo com poucos textos, acho que vou conseguir alcançar minha metas e objetivos. Lá vai o primeiro ('ai que tenso!'):



O primeiro de muitos

Coloco minha luvinha de borracha e penso: poderia ser dentista ou enfermeira! Logo em seguida, pra completar o visual, coloco a máscara. Pronto! Uma dentista completa, não fosse o fato de eu fazer biblioteconomia e não odonto.

Lá do outro lado meu chefe brinca: ‘vai fazer exame de cavidade?’. Respondo com um aceno de cabeça e imperando pro outro estagiário: ’vai, vira o popô aê!’. - hehe, eu nem gosto de uma piadinha sem graça.

Pois então, voltemos aos livros velhos e mofados, motivo pelo qual uso luvas e máscara. Sou alvo de piadinhas sem graça (daquelas que eu nem gosto) quando o assunto é meu curso. ‘Quais são suas matérias básicas? Introdução aos microorganismos? Ácaros e mofos 1, 2 e 3?’. Não seriam perguntas estranhas se fizesse biologia ou coisa do tipo. Acho graça dessas coisas.

Quando descobrem que estou numa universidade federal e me perguntam ‘que curso você faz?’, respondo já de saco cheio, dando ênfase e pausas entre as sílabas: ‘bi-blio-te-co-no-mia!’, já esperando a cara de decepção de quem perguntou. No mínimo eles pensam: ‘deve ser fácil de passar, por isso ela não fez coisa melhor’. Pô, meu curso é legal, cara. Mas eu nem ligo, é menos concorrência no mercado. Tudo bem que sou frustrada por não estar num curso de exatas, mas com um pouquinho de esforço e dedicação eu chego lá. Vocês vão ver.

Por enquanto estou satisfeita com o que consegui. Ainda quero ser fotógrafa, chef de cozinha, vocalista de uma banda de rock ou piloto de avião. Quem sabe eu seja bibliotecária de uma escola infantil ou mesmo astronauta. Eu posso ser o que eu quiser, sou eu quem escreve mesmo. Em um momento posso ser aeromoça e no outro uma hippie em pleno Woodstock. Não existe barreira espaço-tempo pra quem escreve e essa é a graça. Isso me lembra os contos infantis que minha irmã tanto gosta. Ela vive na Terra do Nunca e diz que é só é preciso acreditar pra chegar lá. Se fosse qualquer outra pessoa eu diria: ‘me dá aí um pouquinho do que você usou!’, mas ela falou então eu acredito e ponto. Interessante essa liberdade de ser o que quiser. Eu sou rica, vivo num mundo alaranjado com bolinhas, onde as cadeiras são cogumelos e eu decido quando é dia ou noite. No meu mundo nunca se dorme, pois não é necessário. Uso pó de pirlimpimpim como meio de transporte e sou vizinha da Cuca. É o meu mundo afinal.

Devaneios a parte, volto ao que chamam realidade, com minhas luvas e máscara, num escritório com pessoas agradáveis e descubro: quero ser escritora. É isso que quero fazer quando crescer. Quer dizer, quero fazer agora, pois já cresci. Quero fazer um blogue e quero que as pessoas leiam e se identifiquem, ou achem graça ou não achem a menor graça. Essa é a graça! Aqui eu posso ser o que quiser e tenho dito.

3 comentários:

Rafaela disse...

testando...

Heygon disse...

1...2...testando...
é parece q ta funcionando...

uhul!!
blog novo na areá!!!!

Isso ai rafinha aqui falaremos de muitas e muitas coisas, desde o cachorro do vizinho ate a gatinha da vizinha!!

XD

bem vinda de volta a blogosfera!!
he he!

bj bj

Sr. Sete disse...

Acho porque acho que nasceste, assim como eu, para essa coisa trivial de escrever.

Bom te ter de volta.

Já tive algumas vez?????

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