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quinta-feira, 5 de março de 2009

Decida


























Durmo pensando. 
Amanheço decidida.
Passa o tempo eu já não sei. 
Que eu faço agora? 
Uma hora digo sim... 
Na outra já é não. 
O meio termo me deixa louca!!
Mas eu não sei. 
Quero isso ou aquilo? 
Porque é tão difícil decidir? 
É tão simples. 
É como picolé de uva: 
eu gosto, eu quero.. ponto! 
Ah, se fosse fácil assim... 
Mas também tem chocolate... 
como eu amo chocolate! 
Como me faz bem...
Quero os dois, pode?
Eu sei que não...

E agora?


sábado, 10 de janeiro de 2009

Treino

Hoje: treino de Parkour *-*

Pra não deixar de postar, texto das antigas, mas tá valendo.
Mais tarde volto contando as novidades.

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Eternizar

Foi amor a segunda vista. Terceira talvez. Desses que você não dá a menor importância. ‘Ah, ele é até bonitinho’. Mal sabia eu que o bonitinho sem importância faria uma revolução em minha vida. Foi chegando de mansinho, como quem não quer nada e ficou. Por longos sete anos permaneceu em seu altar, no lugar mais seguro e intocável do meu coração. Ninguém entra, ninguém sai. Era eterno, pelo menos assim eu pensava e queria. É, eu queria que fosse pra sempre e consegui, por longos sete anos. Eternizei seu rosto, seus gostos por skates e bikes, até mesmo o Linkin Park, que doía aos meus ouvidos mas eu precisava eternizar, então, eu aguentava.
Eu o encontrava em todo lugar. No garoto de bicicleta; em campeonatos de skate; no outro com o mesmo corte de cabelo; em outro com o mesmo tom de pele ou nariz fino como o dele. Existiam vários e minha imaginação louca para encontrar o original. Cópias imperfeitas espalhadas por todos os cantos e cidades e até mesmo em outro país. Busquei por anos um ideal, a imagem que meus sonhos fizeram dele. Encontrei! O objeto da minha perseguição incansável agora estava diante dos meus olhos, mas, era bem diferente. Era também uma cópia imperfeita do meu imaginário, mas não me decepcionei. Nem com sua mania irritante de sumir, de mentir, de inventar histórias mirabolantes e me fazer chorar. A dor sempre passava porque meu ideal era perfeito e assim tinha de ser. Era perfeito na sua imperfeição, até mesmo quando me ligava pra contar sobre as outras ou sobre a namorada oficial e linda que eu nunca fui. ‘Eu te amo e a gente se encontrar qualquer dia’, ele disse. E sumiu, por várias e várias vezes.
Foi eterno e perfeito porque eu queria que assim fosse. Até o dia que eu não quis mais. O perfeito virou vagabundo, drogado, a imperfeição em pessoa. Ainda existe carinho e zê-lo, mas nada desesperado. O eterno se desfez. A imagem idealizada também. O lugar no coração, esse ainda existe, mas está livre, não pra quem quiser, mas pra quem conseguir. E eu espero, sinceramente, que alguém consiga ficar pra sempre, mesmo que o pra sempre sempre acabe.

sábado, 27 de dezembro de 2008

O prazer é todo seu


Pensar, e pensar, e pensar, e... Não ter mais nada novo pra pensar. E repensar, e repensar, e repensar. Queria, nem que por um minuto, controlar esse ciclo vicioso. Poder parar, não pensar em algo, nao pensar em nada. Seria divertido brincar com algo que brinca comigo, que me domina e que me tira o sono. Minha insônia alimentada por pensamentos e ilusões que quase nunca levam a nada. Se pelo menos eu ganhasse dinheiro com isso...

Mas, se eu pudesse parar, meu corpo agradeceria e não precisaria de tantas horas de sono a mais. E só queria não ser escrava de mim mesma. Por mais que eu tente e até consiga algum progresso, é apenas uma ilusão, pois isso nunca será possível pra mim.

Menos coração. Mais razão. Foi o máximo que consegui chegar. As vezes penso estar fugindo de viver, me escondendo da verdade. Me fechando no meu mundo que ninguém nunca conseguiu encontrar o caminho. Não é como a Terra do Nunca: não é só querer. Existe um algo mais que não consigo decifrar. E eu tanto quis, por tantas vezes, que pessoas especiais participassem disso comigo. Tudo em vão. Mas ainda sou persistente, não sei até quando.

Fugir! A palavra em minha cabeça, martelando há alguns dias. Fugir daqui, de mim, do mundo, pra lugar nenhum, onde eu não sinta nada. Nem amor, nem dor, nem nada. O nada, o não eu. Preciso me proteger do desconhecido e o desconhecido sou eu mesma, muito prazer. A Rafa falando com a Rafa: o prazer é todo seu!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Escrevo. Leio. Jogo fora.

Escrevo. Leio. Jogo fora. Esse é um ritual que me acompanha há anos, desde o dia em que minha agenda tornou-se uma arma contra mim. Meus segredos, muitos deles escritos em códigos, com a paciência e o tempo ocioso que eu tinha na adolescência. Muita coisa boa foi pro lixo. Outras nem tão boas assim. Pra uma memória desgastada como a minha esse lixo pode fazer falta algum dia. Mas, penso que foi melhor. É melhor não ter um backup de lamúrias e desilusões. Pra quê guardar o que minha memória apagou pra eu não ter que sofrer eternamente.

Cartas que não mandei. Foram muitas. Sempre havia um rascunho. Ou dois, ou três, ou... tudo guardado, toda aquela lembrança nem sempre agradável ao meu acesso para uma hora qualquer de desespero, vontade de chorar, de inventar uma dor de cotovelo. Por muito tempo achei que era depressiva. Quem sou eu pra me auto-diagnosticar? E eu sempre tive uma vida tão feliz, com uma mãe e perfeita e uma irmã que amo incondicionalmente. Aqueles registros só serviam pra uma coisa: fingir uma pessoa que eu não era; uma tristeza que não existia; memórias desnecessárias; coisas idiotas de uma adolescente emburrada, chata e arrogante como a que fui.

Desde o dia que me livrei de todo esse lixo tirei um peso das costas. Pude viver um dia de cada vez, sem voltar ao passado, sem querer redesenhar o que aconteceu. Eu tinha uma mania irritante de recontar os fatos, mudando as coisas pra melhor e viver na ilusão de que iria acontecer um dia. Pobre coitada...

Hoje sou livre do meu passado e tô cagando pro meu futuro. Escrevo aqui até não sei quando. Até o dia que me der vontade de jogar tudo pro alto. Na verdade, não preciso mais me livrar dos meus registros. O que eu precisava me livrar era da pessoa que eu era. Os papéis apenas simbolizavam a Rafa adolescente e chata que eu fui. O passado não me incomoda mais. Porque hoje sei que ele não volta, ou pelo menos parei de acreditar nisso.

Agora eu leio, escrevo e publico. Pra quem quiser ler, para eu ler e pra lembrar das coisas boas que fiz ou que passaram por meus pensamentos e não me incomodam nem um pouco.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Pra começar

**
Estou ansiosa pra começar então, vou começar! Mesmo com poucos textos, acho que vou conseguir alcançar minha metas e objetivos. Lá vai o primeiro ('ai que tenso!'):



O primeiro de muitos

Coloco minha luvinha de borracha e penso: poderia ser dentista ou enfermeira! Logo em seguida, pra completar o visual, coloco a máscara. Pronto! Uma dentista completa, não fosse o fato de eu fazer biblioteconomia e não odonto.

Lá do outro lado meu chefe brinca: ‘vai fazer exame de cavidade?’. Respondo com um aceno de cabeça e imperando pro outro estagiário: ’vai, vira o popô aê!’. - hehe, eu nem gosto de uma piadinha sem graça.

Pois então, voltemos aos livros velhos e mofados, motivo pelo qual uso luvas e máscara. Sou alvo de piadinhas sem graça (daquelas que eu nem gosto) quando o assunto é meu curso. ‘Quais são suas matérias básicas? Introdução aos microorganismos? Ácaros e mofos 1, 2 e 3?’. Não seriam perguntas estranhas se fizesse biologia ou coisa do tipo. Acho graça dessas coisas.

Quando descobrem que estou numa universidade federal e me perguntam ‘que curso você faz?’, respondo já de saco cheio, dando ênfase e pausas entre as sílabas: ‘bi-blio-te-co-no-mia!’, já esperando a cara de decepção de quem perguntou. No mínimo eles pensam: ‘deve ser fácil de passar, por isso ela não fez coisa melhor’. Pô, meu curso é legal, cara. Mas eu nem ligo, é menos concorrência no mercado. Tudo bem que sou frustrada por não estar num curso de exatas, mas com um pouquinho de esforço e dedicação eu chego lá. Vocês vão ver.

Por enquanto estou satisfeita com o que consegui. Ainda quero ser fotógrafa, chef de cozinha, vocalista de uma banda de rock ou piloto de avião. Quem sabe eu seja bibliotecária de uma escola infantil ou mesmo astronauta. Eu posso ser o que eu quiser, sou eu quem escreve mesmo. Em um momento posso ser aeromoça e no outro uma hippie em pleno Woodstock. Não existe barreira espaço-tempo pra quem escreve e essa é a graça. Isso me lembra os contos infantis que minha irmã tanto gosta. Ela vive na Terra do Nunca e diz que é só é preciso acreditar pra chegar lá. Se fosse qualquer outra pessoa eu diria: ‘me dá aí um pouquinho do que você usou!’, mas ela falou então eu acredito e ponto. Interessante essa liberdade de ser o que quiser. Eu sou rica, vivo num mundo alaranjado com bolinhas, onde as cadeiras são cogumelos e eu decido quando é dia ou noite. No meu mundo nunca se dorme, pois não é necessário. Uso pó de pirlimpimpim como meio de transporte e sou vizinha da Cuca. É o meu mundo afinal.

Devaneios a parte, volto ao que chamam realidade, com minhas luvas e máscara, num escritório com pessoas agradáveis e descubro: quero ser escritora. É isso que quero fazer quando crescer. Quer dizer, quero fazer agora, pois já cresci. Quero fazer um blogue e quero que as pessoas leiam e se identifiquem, ou achem graça ou não achem a menor graça. Essa é a graça! Aqui eu posso ser o que quiser e tenho dito.

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