quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Saudade

A vida é feita de despedidas, a minha então, é baseada nisso. Não sei, mas tenho a impressão de que despedidas acontecem com mais frequência na minha vida que na dos outros. Talvez porque eu seja meio nômade, sempre mudando de casa, de cidade. Mas não é só eu que vou embora. Ultimamente é eu quem tem ficado, e os outros se vão. Vão para longe, outras pra mais longe. Acho até que já me acostumei. Mas, pra isso, tenho um truque:

Se puder, não vá ao aeroporto (rodoviária, estacionamento e outros): a hora do adeus é muito mais difícil vendo a pessoa ir embora. Daí você fica com aquela cara de "aneeeém, volta!", o coração fica apertadinho e a respiração falha. Não duvidem, levar ao ponto de partida só piora a situação. Bem mais fácil é a pessoa sair como se fosse dar um simples passeio, com um "tchau" básico ou um "até logo".

Hoje foi um dia desses, com uma despedida "não-despedida". Aquela sensação meio tristeza meio "há, você tem que ir, né?! Tudo bem". Sem apertos no peito, aquele tchau de aeroporto, sem ver o avião levantar vôo. Mas no fim é tudo a mesma coisa: SAUDADE!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O mistério do piercing de nariz

Desde que furei meu nariz vivo a saga do piercing perdido. Até que a primeira jóia durou bastante. Durou até eu comprar mais algumas e ficar trocando. Numa dessas minhas irmã pegou a primeira e perdeu. A partir daí estava aberta a temporada de caça aos piercings. Eles iam nariz afora, se aventurando nesse mundo, e não voltavam. Mas agora, para a minha surpresa, eles resolveram voltar pra casa. 

Esse dias estava no sofá, brincando com a jóia, como de costume. De repente ela pula pra fora do buraco e some de vista. Procurei em todo canto, mas não encontrei. Dois dias depois, apresentando um seminário na faculdade, encontro o safado no capuz do meu casaco?? #comassim?? Não, eu não fiquei dois sem tomar banho e sem tirar o casado. Significa que ele se agarrou e sobreviveu sozinho por dois dias. E mesmo eu tirando o casaco e usando dois dias depois, lá estava ele, firme e forte. Eu hein?! Tudo bem, essa foi light, vamos a próxima.

Há uns 10 dias, novamente perdi o piercing, da mesma forma, no mesmo lugar (sentada no sofá de casa). Olhei em volta, mas já era mais um dentre muitos, não fazia diferença. Nem pensava mais no bendito quando hoje, indo pra UnB de manhã, sentada no ônibus, sinto uma pontada na nádega direita (õ.O), como uma agulhada. Quando passo a mão pra acabar com aquele infortúnio, "quem" eu percebo?? Sim, o fujão!! #comassimagain?! Como é que um piercing vai parar na minha bunda (O.O) 10 dias depois de tê-lo perdido?? Que mistério é esse de sumir e aparecer em lugares nada a ver?! Fiquei muito de cara. Eles tem vontade própria, só pode. Acho que vou comprar um com sensor, igual  telefone sem fio, que apita quando a gente esquece dentro da geladeira, ou no banheiro.

Moral da história: tudo que vai, volta!!

P.S.: e se eles tiverem vida e são parte de uma sociedade piercigniana, com objetivos de dominar a raça humana??

Moral da história (alternativa): se tiver um piercing de nariz, destrua-o enquanto há tempo!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O verdadeiro amor.

Chega um momento da vida em que você se percebe só com Deus. Na verdade não é estar só, muito pelo contrário, é ter a sensação de nunca estar só. Mesmo quando você pensa em todos que ama, aqueles que estão longe, pessoas que se vão desse mundo, namoros que acabam, amizades que se distanciam, tudo fica pequeno diante da imensidão do amor de Deus. É o conforto, a fortaleza, a verdadeira paz. Hoje eu descanso no Senhor, não me preocupo tanto. Ainda há muitas falhas, sempre haverão, mas é assim mesmo. Problemas não problemas para Deus.



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Apenas mais uma



É tanta incerteza que estou certa de enlouquecer.
Procuro resposta mas nem sempre as aceito como verdade.
É fácil renunciar àquilo que não convém,
Mas quais serão as consequências?
No futuro saberei, será tarde, vou colher.

Eu não quero errar mas sempre estarei.
Não faria sentido se o contrário fosse.
Peço que não me julgues, pois tu erras também.
Peço também paciência, nem sempre sei como agir.
Quase sempre faço como não deveria.

E se eu falar de amor aqui, será que cabe?
Não é daquele jeito que jurei não mais escrever.
Eu só queria que meus sonhos se tornassem reais
E que a premissa de que tudo tem um fim
Seja contornada por um sentimento grandioso.

Falo de mim, de você, de você em mim.
Minhas angústias que há muito não faziam visita
Hoje meu deixam inquieta, confusa, triste.
Será você o pra sempre?
Ou pra sempre sem você?

P.S.: no fundo, eu já sei a resposta!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A Ciência da Informação: minha paixão

Hoje fui cedo na UnB. Eu que sempre adorei os 3 meses de férias que a universidade me proporcionava, tenho que fazer matérias no verão se quiser formar nesse semestre ainda. Aproveitei pra ir à biblioteca e buscar novo conteúdo pra minha monografia. Saí de lá com 5 livros.

E o que tem de mais nisso? A mudança de uma super preguiçosa, que levou o curso na brincadeira e que aos poucos tem tomado consciência de que é preciso se dedicar. É claro que isso só aconteceu porque fui obrigada, mas pelo menos aconteceu antes de eu terminar meu curso de Biblioteconomia sem saber de nada.

Entre prateleiras enormes da BCE, busquei livros sem nenhuma estratégia, pois o sistema estava fora do ar. Já havia feito isso algumas vezes, mas sempre me esqueço o quanto isso é bom. Capas e lombadas são muito importantes em livros. Foi assim que selecionei os meus hoje e, acreditem, encontrei livros ótimos. Primeiro olhava o estado de conservação, depois a cores, o título (para saber o idioma). Daí fui pegando os que me interessavam. Mas não coloquei de volta à estante, pois muitos livros se perdem dentro da biblioteca porque usuários recolocam os livros, muitas vezes em lugares errados. Olha eu dando uma de bibliotecária. Logo eu que, como usuária, me aventurei nas prateleiras sem seguir normas de classificação para buscar livros. Como é gostoso se sentir à vontade em uma biblioteca e quantas pessoas no mundo não fazem idéia do que é essa sensação. Grande culpa de nós, profissionais, mas culpa maior de todo um sistema que não prioriza a educação como desenvolvedora desse país de dimensões continentais.

Na minha graduação vi professores apaixonados pela leitura, que sonham, mesmo hoje aposentados, em ver o Brasil melhorar através de nossas bibliotecas e centros de informação. E mesmo hoje, na era digital, onde os apocalípticos profetizam o fim do livro impresso, o profissional que se adapta a nova realidade pode sim fazer sua parte. Os e-books estão ai. Os blogs, as redes sociais. Todas tão importantes quanto outras fontes tradicionais de informação. Sou a favor da web sim, mas também do livro, do papiro, da pedra. Se não fossem esses suportes, não teriamos chegado onde estamos.

Se o livro impresso vai acabar? Acho que não. Sua popularidade pode ser que diminua. Hoje tantos fatores são contra: informação digital, consciência ambiental, falta de espaço. Acho que os bibliófilos vão sempre existir. Eu que sempre fui amante dos livros não me importo em lê-los na tela de um computador. Tem gente que já se incomoda. Vai de cada um. O importante é ter acesso a informação e a web trouxe essa democracia.

Enfim, não consegui as matérias que eu queria, acabei por ter como única opção um matéria de Museologia, chamada "Conservação e Restauração de Documentos". Logo eu que não gosto dessa área. Mas, quem sabe não descubro o contrário, né?! Só espero que minha alergia não ataque...

É isso. Hoje senti uma coisa muito boa em relação ao meu curso. Eu entrei na universidade sem saber o que queria e por muito tempo não sabia nem mesmo de que se tratava o meu curso. Generalizar a Biblioteconomia para organização de bibliotecas é subestimar um curso tão rico desses. Eu gosto da parte de Arquitetura da Informação, que é ligada a web e usabilidade. Mas outras tantas áreas igualmente importantes, como a de bibliotecas especializadas, públicas, escolares; a produção cultural; o incentivo à leitura; o marketing da informação; entre outros muitos. Não quero apenas me limitar à Biblioteconomia e sim, abranger meus conhecimentos à Ciência da Informação, que hoje me sinto completamente apaixonada.

Acho que hoje foi um divisor de águas. Estou quase me sentindo capaz de encarar o mercado de trabalho e as pós-graduações. Agradeço a minha orientadora, professora doutora Ivette Kafure, que me despertou para a academia.

Leia mais sobre bibliotecários nesse post do Web Librarian

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O caso do boliche

Hoje vim desabafar. Mesmo que não seja da maneira que eu gostaria, mas, mesmo assim, eu preciso falar.

Na quarta, dia 16, aniversário da minha queridíssima irmã, comemoramos jogando boliche. Como blogueiro não pode mais falar o que pensa, não vou citar nomes pois não quero um processo nas costas. Enfim, no tal boliche que fomos, tudo ia bem, obrigada. Nos divertimos com as disputas, muitos vídeos, muitas fotos. Na hora de pagar a conta é que a história mudou. Já era mais de meia-noite, hora que o estabelecimento fecha. Quase todos os funcionários já tinham ido embora. Sobraram o gerente e mais dois. Nisso, éramos 6 e havia mais um grupo que também fechava a conta. Uma só pessoa atendendo, fazendo as contas em uma calculadora velha.

Mais de dez minutos de passaram, comecei a ficar nervosa. Cada um ia pagando sua conta, a maioria no cartão, então pense em mais ou menos 10 pessoas fazendo esse procedimento com apenas um funcionário! Chamamos o gerente, com uma super vontade de ir embora pra casa. Perguntamos se só havia uma pessoa pra atender e ele respondeu: "A-ham! Só tem um computador ligado" - enquanto lia uma revista, sem ao menos se preocupar em olhar diretamente pra nós. Cara, sério, descaso é tenso! Fico logo p***, fecho a cara... não, não faço barraco, fico na minha. Minha estratégia é: não pagar 10%, boicotar o estabelecimento, blogar sobre e gritar aos quatro ventos, pra quem quiser ouvir, que naquele boliche eles não se importam com seus clientes. Como é que um gerente se porta assim? Por mais que ele não pudesse fazer nada, o mínimo de educação era o esperado. Não entrando muito em detalhes, me senti péssima, com vontade de nunca mais voltar.

Pra melhorar, na hora de pagar o estacionamento no Park Shopping, não aceitavam cartão! Comassim um local como esse, num estacionamento automatizado, não disponibilizar a opção de pagamento em cartão?! Fica então a dica para a empresa responsável. Quer cuidar bem dos seus clientes, faça o mínimo. Obrigada.

Essa do estacionamento não é tão ruim, mas juntando com o mal estar que passamos, tudo vira uma bola de neve.

Não é fácil ser consumidor quando as empresas não estão interessadas em nossa opinião, quando não levam em conta que a insatisfação de um cliente pode ser um prejuízo nos lucros. Acho que é mania de quem passou parte do curso de Biblioteconomia escutando sobre estudos de usuários, sobre como suprir suas necessidades. Assim como em um centro de informação, as empresas precisam dos seus clientes. Muitas já tem essa consciência. Acho que o Twitter veio para popularizar essa interação, que há muito deveria existir, e que ainda é exceção.

Enquanto isso, processos são abertos, blogueiros são condenados, consumidores seguem insatisfeitos. Tudo assim, ma-ra-vi-lho-so! Quer saber mais, dá uma olhadinha na lista de blogs processados do Quero ter um blog! 

#prontofalei

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

As pulseiras do sexo..

Você arrebenta a pulseira do outro(a) de acordo com o que deseja dele(a) õ.O
Isso mesmo! Pra quem ainda não está por dentro da novidade, a tendência agora é essa:

Foto: Albari Rosa/Ag. de Notícias Gazeta do Povo

Não sei se o mundo tá virado ou se eu sou muito caxias. Mas tem coisas que me deixam perplexa. Vim tomar conhecimento da histórias dessas pulseirinhas no culto, há duas semanas. Há algum tempo eu usava muitas dessas no braço. Muitas mesmo. Todas as cores! Mas, obviamente, não tinha nenhuma dessas intenções. E não foi porque eu ouvi o pastor falar indignado sobre essa nova moda que eu estou achando tudo muito estranho. É porque de uns tempos pra cá muita coisa tem me assustado.

Eu fui uma adolescente muito tranquila. Vim começar a beber depois que entrei na faculdade, mesmo assim parei. Nada contra quem faz, o uso consciente das coisas, pra mim, não é mal. O mal está no exagero. E sim, há um exagero de sexualidade no mundo de hoje. Nas propagandas, nas novelas, nos filmes, tudo muito apelativo. Parece que o mundo tenta impor uma normalidade nisso tudo. Jovens, cada vez mais cedo experimentando o sexo, sem ao menos saber as consequências desse ato. Doenças, gravidez indesejada, e outros.

Banalizar valores e normalizar determinadas situações me fazem pensar nas coisas que aprendi quando criança. Na educação que recebi da minha mãe. Qual é a educação recebida por alguém que pratica esse jogo? Quais são os valores que eles receberam dos pais, da sociedade? Tudo pode, tudo é lícito, tudo é aceitável? Não sei, mas promiscuidade não me parece um valor. Mais me parece que não precisamos de regras, que não há ordem. Exagero? Talvez. Mas coisas assim, pra mim, passam do limite do aceitável. Não acho que porque as coisas são diferentes de alguns anos atrás que eu deva achar normal.

Hoje não posso voltar a usar minhas pulseiras pois serei mal interpretada. Essa libertinagem de qualquer um chegar, arrebentar um pulseira de determinada cor e isso significar desde um simples abraço até fazer sexo!!! É demais pra mim. Penso nos filhos que nem sei se terei. Penso nos valores que estão sendo esquecidos com o tempo. Penso nos mais velhos que dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes. Eu não sei como será o futuro, mas o presente já me é bastante assustador.

Mais vale uma tuitada

Odeio o "u" perto do "i". Sempre que quero digitar Pai sai outra coisa :P


rssss...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Arruda... urgh!!

Com o escândalo do Arruda, parei pra pensar em política. Lembro muito bem que em 2001, o nosso querido governador já havia se envolvido no escândalo da fraude do painel eletrônico no Senado. Alguns anos depois, como se nada tivesse acontecido, ele é eleito o representante do povo do Distrito Federal!! Ironia? Falta de memória?

Me espanta que ainda tenham votado nele. Mas, em contrapartida, votar em quem? Não acredito em nenhum mesmo. Acho que tanto faz. Todos que tomam o poder fazem o mesmo, a diferença é que uns são descobertos, outros não. E, porque será que o Arruda foi descoberto justamente perto de uma nova eleição, a qual ele concorreria para o segundo mandato? Não posso declarar nada, mas, me parece que a oposição tem dedo na história. Como é que um cara que participava da falcatrua toda, do nada, decide delatar todo mundo? Cansou de receber a grana? Ou ganhou mais grana por outro lado?

Como blogueiros estão sendo condenados por expressar opiniões, fica subentendido o que penso. Todos em Brasília sabem o que estou falando, todos nós estamos acompanhando mais uma roubalheira do nosso dinheiro. Enquanto isso, manifestantes não se cansam de gritar por justiça. Ainda existe esperança, ainda acreditamos num mundo melhor.

O natal tá chegando, minha irmã adora panetone. Será que ainda existe algum pra comprar? Ou nosso governador comprou todos? Ironia é lembrar que desde criança eu odeio o cheiro de arruda...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sobre serviços que utilizo

Hoje vou falar um pouco sobre serviços que utilizo na net e que me são muito úteis.

Primeiro, sobre o Twitter, chama-se TweetDeck. É uma ferramenta muito simples e de grande utilidade. Você não precisa ficar atualizando a página como no twitter.com, customiza abas de acordo com sua vontade e ainda faz buscas muito mais precisas, sem precisar do símbolo # antes das tags. O download é tranquilo e a instalação também. Seu uso bastante intuitivo.

Agora sobre RSS. Vocês já devem ter visto essa sigla em alguns blogs poraí. É basicamente, no meu entender, um agregador de conteúdo. Em uma só interface você acessa informação que selecionar. Os blogs que você acessa diariamente podem ser agrupados todos em um só lugar, evitando ter de visitar página por página. A cada post novo o leitor de RSS é atualizado. O que eu uso o Google Reader, que é simples e está agregado às contas como Google, como Orkut, Gmail. Você busca nos blogs o RSS da página, copia o endereço e cola em "adicionar inscrição", no reader.

Agora só mais um. É um agregador de endereços na internet. Muitas vezes a gente visita páginas que gosta, não guarda e nunca mais acha. Faço uso do Delicious. Esse ai são os meus links. Daí quando adiciono, posso colocar descrição, palavras-chave. É bastante útil, gosto muito. Não tenho muito o que falar. Só descobri o quanto é bom quando comecei a usar.

Não estou falando novidade para os mais experientes. Mas, esse texto foi escrito como dicas que me pediram, depois tive vontade de postar aqui. Achei que poderia servir pra mais alguém.

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